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Titulo: Presente de Layon para Belo Horizonte

 

Elias Layon aceita o desafio de fazer uma homenagem, distinta e criativa, a Belo Horizonte na festa de seu aniversário e a ousadia foi pintar 112 telas. O mesmo número de anos da jovem capital, uma adolescente que se descobre bela e inspira o autor a retratá-la com nuances e sensibilidade.
            Na festa da comemoração, simbolicamente, o bolo é o conjunto da obra, igualmente belo, feito com carinho e amor. Cada tela representa os anos vividos. E a luz que o conjunto forma traduz o brilho da capital, cidade que muitos elegeram como umas das mais acolhedoras capitais para se morar.
            Aceito o convite de Layon para um passeio imaginário por Belo Horizonte. Mesmo morando há anos na cidade encontro observações que me seduzem e fazem com que eu descubra detalhes, até então despercebidos, nas fachadas, nas ruas, no conjunto harmônico e envolvente.
            Em total deslumbramento diante da diversidade das cores e dos quadros, experimento sensações até então desconhecidas e, por mais que eu tenha me emocionado com obras anteriores do artista, rendo-me às suas ofertas, às manifestações do seu ser e ao registro de aspectos peculiares nesta total liberdade de criação.
            A modernização da capital, desde sua origem, não impediu que ela guardasse valores de homens afoitos pelo progresso, mas conscientes de heranças culturais, guardadas e repassadas às gerações, que surgiram neste mais de um século; homens como Layon, de sensibilidade e poder de criações transcendentes.
            Observo as telas de Layon, perco-me na contemplação e também no passeio que faço com ele através das surpreendentes imagens que me levam a um delírio sensorial.
Nos pontos turísticos integro-me aos visitantes que registram com fotos momentos a serem, para sempre, guardados no coração. Nas igrejas, silencio-me em oração e a riqueza interior faz com que eu sinta-me mais próxima da grandeza de Deus.
 Passamos por estádios onde a alegria é geral e incontrolável. Visitamos feiras, mercados, palácios, prédios públicos, parques, praças e descansamos, finalmente, em um banco da Praça da Liberdade, cujo nome é o sonho de todos que querem ser livres, mas com responsabilidade e respeito. Diante do coreto assistimos a uma reunião de bandas que tocam o parabéns a você.
            E o reconhecido pintor das brumas da primeira, e também da anterior capital de Minas, agora, em continuidade à sua nova fase, com suas coloridas e marcantes pinceladas em imagens ensolaradas, permanece sensível e distribuidor de sonhos e viagens indescritíveis, tornando-se criador de uma coleção que encanta e presenteia Belo Horizonte e os admiradores das artes.        
            Assim como ao final de outros ensaios que fiz para Layon, desejo que ele encontre a cada dia motivos para aquecer a alma e transformar em presentes grandiosos a sua obra, tendo sempre inspirações para novos projetos, num reciclar permanente que só acontece com homens sensíveis e transcendentes na imaginação.
 
 
                                                                                                                                                      
                                                                                  Dez/2009
Fonte: www.eliaslayon.com.br | Autor: Ivanise Junqueira ( Ensaísta)
Data da publicação no site: 2010-01-21
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