(A Layon, Senhor da Bruma)
Quisera tanto pintá-la com meu verso
Por favor, empreste-me, Ó Mago do Pincel,
A poesia colorida do seu céu
Marianense, na tela, em Bruma imerso
A bruma! Eis o meu primeiro alumbramento
Nessas montanhas, manancial de encantos,
Que ofertam aos seus filhos dotes santos
Como a Layon, a quem um preito intento
O seu semblante já revela o homem bom
Será auréola ou brumas a pairar
Sobre sua cabeça digna de tal dom?
E quanto ao meu poema? Ei-lo a se formar
Mas não sem rimar a bruma com Layon
Já que em seu quadro ela molhou o meu olhar!
Recife - PE, 21 de julho de 1998