(Ao pintor, Elias Layon, meu amigo)
E. Merson
Para homenagear-te, irmão das cores
André faria mais que um minuto
Dez dedos aleijados, sofredores
Esculpiram formas em concerto
Que posso pois contar (Bruma onde fores!)
Neste poema nem mesmo arremedo
Após bicalhos versos tão senhores
De rimas que prescindem do soneto?
Se don à don, poeta à névoa santa
Ferreira, um Silva aí também poeta
Marcando os anos deste etéreo mar?
Uma só língua é pouco para tanta
Beleza que revelas da paleta
Sonho que de outro verbo sei bronillard
Mariana/Ouro Preto-MG, 03.05.98